Ébola assusta Londres

Conta o Daily Mail que a chegada ao aeroporto de Gatwick de uma mulher que apresentava sintomas suspeitos e viria mesmo a morrer no hospital levou as autoridades a agir. Receava-se que a mulher pudesse ter morrido por causa do vírus Ébola, que já fez mais de 800 vítimasmortais em África.

A morte de uma passageira de 72 anos, oriunda da Serra Leoa, depois de ter aterrado no aeroporto de Gatwick, em Londres, causou preocupações. Os sintomas apresentados pela passageira levaram a receios de que se pudesse tratar de um caso de Ébola, conta o Daily Mail.

A passageira, que viria a falecer no hospital, apresentava sintomas de febre, vómitos e suores, o que terá provocado receios. Já no hospital, a paciente terá sido sujeitada a testes cujos resultados descansaram as autoridades: não foi descoberta a presença do vírus no seu organismo.

O avião esteve também sob quarentena, conta ainda o Daily Mail, que adianta que alguns passageiros terão também sido a testes, por terem acompanhado a mulher que faleceu.

Até ao momento o Ébola já matou 826 pessoas em África, 256 das quais viviam precisamente na Serra Leoa. Em África, o vírus tem assustado cada vez mais as autoridades. Quase nove em cada dez pacientes com o vírus não sobrevivem.

Trabalhar quatro dias por semana faz bem à saúde

O reputado médico britânico John Ashton tem uma sugestão para os governantes: decretar quatro dias de trabalho por semana, em vez dos habituais cinco, adianta o The Guardian. Segundo o médico, esta medida traria benefícios para a saúde mas também para a economia.

Presidente da Faculty of Public Health, John Ashton é bastante claro nas suas razões: com esta diminuição do tempo de trabalho, haveria mais tempo para a família, menos stress, diminuíam-se os níveis de pressão arterial, e mesmo a nível mental haveria benefícios, tanto para quem trabalha horas demais como para quem procura emprego.

O médico acrescenta ainda que o desemprego poderia diminuir, o que teria impacto não só na economia mas principalmente na saúde, já que esta tem sido afetada por aquilo que designa como “má distribuição do trabalho”.

Ao The Guardian, John Ashton mostrou-se perentório nas suas ideias: “deveríamos estar a ‘caminhar’ para uma semana de quatro dias de trabalho porque o problema que temos no mundo do trabalho são proporção entre as pessoas que trabalham demais e a proporção das que não têm emprego”, diz.

Os membros da Faculty of Public Health, a que John Ashton preside, dedicam-se ao estudo de áreas tão diversas como a obesidade, hábitos nocivos (álcool, tabaco), desemprego, saúde mental e preocupam-se inclusive com a diminuição das diferenças entre ricos e pobres, no que ao acesso à saúde diz respeito, pormenoriza o The Guardian.

Como presidente do grupo – escolhido para um mandato de três anos – John Ashton tem-se focado particularmente na saúde mental, nomeadamente nos níveis de ansiedade e depressão, os quais lhe surgem frequentemente quer como causa, quer como efeito de questões de saúde pública